sexta-feira, 27 de abril de 2012

27/04 - Palavras e 1ª Fase Modernista Brasileira

    O tema do Pibid Letras Cult foi "Palavras" para o momento incial... Este assunto é realmente inspirante, afinal, o mundo se resume a "arte de palavrar". Começamos com 2 músicas e 2 poemas, retirados de uma tarefa da Disiciplina Ofinica de Produção de Textos da UnB (ministrada pela professora e coordenadora convidada do Pibid Letras Aya Ribeiro).  ~ Natalia Gouveia



1º Vídeo: Palavras - Titãs

Palavras

Palavras não são más
Palavras não são quentes
Palavras são iguais
Sendo diferentes
Palavras não são frias
Palavras não são boas
Os números pra os dias
E os nomes pra as pessoas
Palavra eu preciso
Preciso com urgência
Palavras que se usem
em caso de emergência
Dizer o que se sente
Cumprir uma sentença

Palavras que se diz
Se diz e não se pensa
Palavras não têm cor
Palavras não têm culpa
Palavras de amor
Pra pedir desculpas
Palavras doentias
Páginas rasgadas
Palavras não se curam
Certas ou erradas

Palavras são sombras
As sombras viram jogos
Palavras pra brincar
Brinquedos quebram logo
Palavras pra esquecer
Versos que repito
Palavras pra dizer
De novo o que foi dito
Todas as folhas em branco
Todos os livros fechados
Tudo com todas as letras
Nada de novo debaixo do sol

Titãs - Composição: Marcelo Fromer / Sérgio Britto

2º Vídeo: Uma Palavra - Chico Buarque
Uma Palavra

Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer
Tudo
Anterior ao entendimento, palavra

Palavra viva
Palavra com temperatura, palavra
Que se produz
Muda
Feita de lua mais que de vento, palavra

Palavra dócil
Palavra d'agua pra qualquer moldura
Que se acomoda em baldo, em verso, em mágoa
Qualquer feição de se manter palavra

Palavra minha
Matéria, minha criatura, palavra
Que me conduz
Mudo
E que me escreve desatento, palavra

Talvez à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra

Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra

Chico Buarque 

1º Poema: Palavras - Carlos Drummond de Andrade
Palavras

    Já não quero dicionários
    consultados em vão.
    Quero só a palavra
    que nunca estará neles
    nem se pode inventar.

    Que resumiria o mundo
    e o substituiria.

    Mais sol do que o sol,
    dentro da qual vivêssemos
    todos em comunhão,
    mudos,
    saboreando-a.

Carlos Drummond de Andrade

2º Poema: Ausência & Cia - Flávia de Almeida
Ausência & Cia.

Uma palavra que jamais escreveste.
Uma palavra que nunca leste.
Uma palavra que em tempo algum viste.
Uma palavra que não disseste nem ouviste.
Uma palavra indicionarizada.
Uma palavra não neologismada.
Uma palavra de língua nenhuma.
Uma palavra nova, em suma.
Uma palavra. Uma.

Flávio Almeida - www.rompenuvem.com


     
     Depois fizemos uma dinâmica de procurar o significado do nome de cada pessoa que estava presente. Relembramos as 10 classes de palavras que serão estudas nas próximas sextas-feiras. 

1. Estrutura das palavras ~ Natalia Gouveia



Palavra: é uma unidade lingüística de som e significado que entra na composição dos enunciados da língua. Estudá-las é estudar os morfemas, ou seja, o elemento formador e capaz de fornecer alguma noção significativa à palavra que integra, não podem sofrer divisão, justamente por ser uma unidade mínima de significação. Os morfemas da língua portuguesa são:

a) RADICAL: o que contém o sentido básico do vocábulo. Aquilo que permanecer invariável quando a palavra for modificada. As palavras da língua portuguesa formada a partir de um mesmo radical constituem famílias de palavras cognatas.
 
  OBS.: Quando se tratar de verbos, obtém-se o radical, eliminando as terminações AR, ER e IR.

b) VOGAL TEMÁTICA: nos verbos, são as vogais A, E e I, presentes à terminação verbal. Elas indicam a qual conjugação o verbo pertence (1ª: AR; 2ª: ER; 3ª IR).

OBS.: O verbo PÔR pertence a 2ª conjugação, já que deriva do antigo verbo POER.

Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e U, no final da palavra, evitando que a mesma termine em consoante.

  OBS.: Cuidado para não confundir vogal temática de substantivo e adjetivo com desinência nominal de gênero.

c) TEMA: é a junção do radical com a vogal temática. Se não existir vogal temática, o tema e o radical serão o mesmo elemento. O mesmo ocorrerá, quando o radical for terminado em vogal. Ex.: LEAL (Radical = Tema/ não há vogal temática); TATU (Radical = Tema/ Radical terminado em vogal). Em se tratando de verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal temática. Ex.: ESTUDAR (Radical = ESTUD; Vogal Temática = A; Tema = ESTUDA).

d) DESINÊNCIAS: é a terminação das palavras, flexionadas ou variáveis, proposta ao radical, com o intuito de modificá-las. Modificamos os verbos conjugando-os; modificamos os adjetivos e substantivos em gênero e numero. Existem dois tipos de desinências: a verbal e a nominal.

- Desinência Verbal
Modo-temporais: indicam o tempo e o modo. São quatro:
  • -VA e -IA (PRETÉRITO IMPERFEITO/INDICATIVO: estudava, vendia);   
  • -RA (PRETERITO-MAIS-QUE-PERFEITO/INDICATIVO: estudara);
  • -RIA (FUTURO DO PRETERITO/INDICATIVO: estudaria, venderia);
  • -SSE (PRETERITO IMPERFEITO/SUBJUNTIVO: estudasse, vendesse, partisse). 
     Número-pessoais: indicam a pessoa e o número. São três:
  • Grupo1) -I, -STE, -U, -MOS, -STES, -RAM (PRETERITO PERFEITO/INDICATIVO: eu cantei, tu cantaste, ele cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram).
  • Grupo2) - , -ES, - , -MOS, -DES, -EM (INFINITVO PESSOAL; FUTURO/SUBJUNT.: era para eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem; quando eu puser, tu puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem).
  • Grupo3) - , -S, - , -MOS, -IS, -M (TODOS OS OUTROS TEMPOS: eu canto, tu cantas, ele canta, nós cantamos, vós cantais, eles cantam – Presente do indicativo).
   - Desinência nominal
      Gênero: indica o gênero da palavra, masculino e feminino.
OBS: a vogal -A será desinência nominal de gênero sempre que indicar o feminino de uma palavra, mesmo que o masculino não seja terminado em –O. Ex.: CRUA/CRU, ELA/ELE, TRAIDORA/TRAIDOR).
       Número: indica o plural da palavra. É a letra –S, somente quando indicar o plural da palavra. Ex.: CADEIRAS/CADEIRA, PEDRAS/PEDRA).

e) AFIXOS: são elementos que se juntam aos radicais para formar novas palavras. São três:
- Prefixo: é o afixo que aparece antes do radical. Ex.: DEStampar, Incapaz, Amoral)
- Sufixo: é o afixo que aparece depois do radical, do tema ou do infinitivo. Ex.: pensaMENTO, acusaÇÃO, felizMENTE).
- Vogal e consoante de ligação: são vogais e consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar mais fácil e agradável a pronuncia de certas palavras. Ex.: florEs, bambuZal, gasÔmetro, canaIs).

2. Formação das palavras. ~ Natalia Gouveia


Observamos que as palavras podem ser: primitivas ou derivadas, palavras simples ou compostas.

- Palavras primitivas: não são formadas a partir de outras (pedra, casa, paz).
-Palavras derivadas: são formadas a partir de outras palavras já existentes (pedrada/pedra ferreiro/ferro).
- Palavras simples: são formadas apenas por um radical (cidade, casa, pedra).
- Palavras compostas: palavras que apresentam dois ou mais radicais (pé-de-moleque, pernilongo, guarda-chuva).

OBS.: Na língua portuguesa, existem dois processos mais importantes de formação de palavras: DERIVAÇÃO e COMPOSIÇÃO.

a)   DERIVAÇÃO
- Prefixal: processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical (DESfazer, INútil).
- Sufixal: é acrescido um sufixo a um radical (carrINHO, livrARIA). Não ocorre em verbos.
- Parassintética: são acrescidos um prefixo e um sufixo simultaneamente ao radical (AnoitECER, PERnoitAR).
- Prefixal e sufixal: palavras acrescidas por um sufixo e um prefixo no radical, diferencia-se da derivação parassintética no fato de que se retirarmos o prefixo e o sufixo desse radical e a palavra continuar a ter sentido será uma derivação prefixal e sufixal. (INfelizMENTE).
- Regressiva:  é a redução da palavra primitiva, produzindo novo vocábulo; ocorre, sobretudo, nos substantivos deverbais (derivados de verbos). Nesse processo é comum a confusão entre termo primitivo e derivado. Ex. Ninguém justificou o ATRASO/ do verbo atrasar. O DEBATE foi longo/ do verbo debater.
OBS.: Sempre que encontrar um substantivo terminado em A, E, e O, verifique se é concreto ou abstrato.  Se for abstrato deriva do verbo correspondente (ataque/atacar-primitiva), se é concreto ele é primitivo em relação ao verbo (telefone/telefonar-derivada).
- Imprópria: consiste na mudança da classe gramatical da palavra sem que sua forma se altere. Ex.: O JANTAR estava ótimo / Jantar = verbo => substantivo no caso)

b)   COMPOSIÇÃO
   - Justaposição: quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma com eram antes da composição. Ex.: GIRASSOL/ gira + sol; PÉ-DE-MOLEQUE/ pé + de + moleque.
   - Aglutinação: quando há alteração em pelo menos uma das palavras, seja na grafia ou na pronuncia. Ex.: PLANALTO/ plano + alto; EMBORA/ em + boa + hora.

     Além da derivação e da composição, existem outros tipos de formação de palavras, que são: HIBRIDISMO, ABREVIAÇÃO e ONOMATOPÉIA.

c)  HIBRIDISMO: É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes. Ex.: AUTOMÓVEL/ auto-grego + móvel-latim; BUROCRACIA/ buro-francês + cracia-grego.

d)   ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO: É a forma reduzida apresentada por algumas palavras. Ex.: AUTO/automóvel; QUILO/ quilograma; MOTO/ motocicleta.

e)    ONOMATOPÉIA: Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza. Ex.: FONFOM, COCORICÓ, TIQUE-TAQUE, BOOM!


3. Classe de palavras. ~ Natalia Gouveia

a)    SUBSTANTIVO: 

     É a palavra que nomeia os seres. O conceito de seres deve incluir os nomes de pessoas, de lugares, de instituições, de grupos, indivíduos e de entes fantasiosos.

*ORAÇÃO: normalmente exerce funções diretamente ligadas ao verbo – núcleo do sujeito, complemento verbal (OD e OI) e agente da passiva; pode ainda ser núcleo do complemento nominal, do aposto, do vocativo, do predicativo do sujeito e do objeto.

CLASSIFICAÇÃO:
A) Quanto à sua estrutura e formação:
- Simples,
- Compostos,
- Primitivos;
- Derivados.
B) Quanto ao seu significado e abrangência:
- Concretos,
- Abstratos,
- Comuns,
- Próprios,
- Coletivos.

FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
A) Flexão de gênero.
- Substantivos biformes,
- Substantivos comuns de dois gêneros,
- Substantivos sobrecomuns e epicenos,
- Substantivos de gênero vacilante,
- Gênero e a mudança de significado.
B) Flexão de número.
- Formação do plural dos substantivos simples,
- Formação do plural dos substantivos compostos.
C) Flexão de grau.
- Sintético,
- Analítico.
b)    ADJETIVO: 

     É a palavra que caracteriza o substantivo, atribuindo-lhe qualidades, defeitos e modos de ser; ou indicando-lhe o aspecto ou estado.

Ex: O jovem brasileiro tornou-se participativo.
      O brasileiro jovem enfrenta dificuldades profissionais.

*LOCUÇÕES ADJETIVAS. 
*ORAÇÃO: exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, como adjunto adnominal ou predicativo (do sujeito ou do objeto). 

CLASSIFICAÇÃO:
A) Quanto à sua estrutura e formação:
- Simples,
- Compostos,
- Primitivos;
- Derivados,
- Adjetivos pátrios simples,
- Adjetivos pátrios compostos.

FLEXÃO DOS ADJETIVOS:
A) Flexão de gênero.
- Adjetivos biformes,
- Adjetivos uniformes.
B) Flexão de número.
- Formação do plural dos adjetivos simples (= dos substantivos simples),
- Formação do plural dos adjetivos compostos.
C) Flexão de grau.
- Comparativo (igualdade, superioridade e inferioridade – sintético e analítico)
- Superlativo (relativo de superioridade, relativo de inferioridade e absoluto – sintético e analítico).

c)    ARTIGO:

     É a palavra que acompanha o substantivo, servindo basicamente para generalizar ou particularizar o sentido desse substantivo. É essencial na especificação do gênero e do número do substantivo, além de atuarem na derivação imprópria.

CLASSIFICAÇÃO:
A) Artigo Definido,
B) Artigo Indefinido.

COMBINAÇÃO DOS ARTIGOS:
Preposições
Artigos


O, os
A, as
Um, uns
Uma, umas
A
Ao, aos
À, às
-
-
De
Do, dos
Da, das
Dum, duns
Duma, dumas
Em
No, nos
Na, nas
Num, nuns
Numa, numas
Por (per)
Pelo, pelos
Pela, pelas
-
-

4. 1ª Fase do Modernismo Brasileiro. ~ Kátia dos Santos


  • Poesia:
·         - Linguagem coloquial;
·         - Utilização do verso livre;
·         - Livre associação de ideias;
·         - Irreverência;
·         - Valorização do cotidiano;
·         - Incorporação do presente;
·         - Humor;
·         - Aproximação com a prosa; e
·         - Nacionalismo.

  • Prosa:
·         - Utilização de períodos curtos;
·         - Apoio na fala coloquial; e
·         - Aproximação com a poesia.

a)    MÁRIO DE ANDRADE: 



·            Nasceu em 1893 em SP;
·            Morreu em 1945 no mesmo estado;
·            Escreveu desde cedo;
·       1917: publicou o livro ‘Há uma gota de sangue em cada poema’ com o codinome de Mário Sobral;
·     Escreveu Pauliceia Desvairada, que teve grande importância para o movimento modernista;
·            Foi professor universitário no Rio de Janeiro;
·            Escreveu poesia, romance, conto e ensaio;
·           Algumas de suas obras: Macunaíma, Losango cáqui, Clã do jabuti, Remate dos males, Lira paulistana, Amar, verbo intransitivo e Belazarte.

b)    OSWALD DE ANDRADE: 



·         Nasceu em 1890 em SP;
·         Morreu em 1954 morreu no mesmo estado;
·         Formou-se em Direito;
·    Fez diversas viagens na Europa, aonde conheceu diversos movimentos vanguardistas;
·         A primeira viagem foi em 1912, lá conheceu ideais futuristas;
·         Irreverente, polêmico, irônico e de escrita combativa;
·         Escreveu poesia, romance e teatro;
.        Algumas de suas obras: Pau-Brasil, Os condenados, Memórias sentimentais de João Miramar, Serafim Ponte Grande, O homem e o cavalo e O rei da vela.

c)    MANUEL BANDEIRA:


·         Nascem em 1886 em Recife (PE);
·         Estudou no RJ e SP;
·        Abandonou a Escola Politécnica por causa de uma tuberculose;
·        Viajou para a Suíça em busca da cura, lá conheceu poetas simbolistas franceses;
·        Escreveu prosa e poesia;
·        Algumas de suas obras: Cinzas das horas, Carnaval, O ritmo dissoluto, Libertinagem, Estrela da manhã, Estrela da tarde, Opus 10 e Andorinha andorinha.


Continuem frequentando o PIBID!!! Garanto que vocês passaram a ter uma outra visão da língua portuguesa. Beijo e até a próxima.... ~ Natália Gouveia


sexta-feira, 20 de abril de 2012

20/04 - Modernismo, orações e bolo de aniversário!



Olá pibidianos, alunos e simpatizantes do nosso trabalho! 

      Essa sexta-feira foi realmente CONTEXTUALIZANTE, tivemos de tudo um pouco... afinal, o CULT não busca esgotar os assuntos; mas, depertá-los para serem conhecedores autônomos, pensadores livres. 
             Então, vamos relembrar a aula?

1. Afinal, o que é arte? ~ Camila Varela

        A nossa querida pibidiana CULT trabalhou em sala com o tema por meio da exposição das principais obras modernistas da Matriz de Avaliação do PAS/UnB 3ª Etapa. A apresentação completa de slides você encontra no seguinte endereço: http://prezi.com/vqdypnj-y6cl/arte/ 
       Ela incentivou a reflexão e análise crítica dos "regimes de verdade" (Michel Focault) por trás dessas belas obras. 

          a) Cândido Portinari:
         Ele foi o único artista brasileiro a participar da exposição 50 Anos de Arte Moderna, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas. Expôs em Paris, Milão, Munique, Bruxelas, Israel, Bolonha, Lima, Buenos Aires, na Galeria Wildenstein de Nova Iorque, Tchecoslováquia e outros locais. Recebeu vários prêmios internacionais. 
         Características principais de suas obras:
- Retratou questões sociais do Brasil;
- Utilizou alguns elementos artísticos da arte moderna europeia;
- Suas obras de arte refletem influências do surrealismo, cubismo e da arte dos muralistas mexicanos;
- Arte figurativa, valorizando as tradições da pintura.


           Cândido Portinari, Guerra, 1952, óleo sobre tela,
         Ministério das Relações Exteriores, Brasília, Brasil.

                  Cândido Portinari, Paz, óleo sobre tela, 1952,
            Ministério das Relações Exteriores, Brasília, Brasil.

       b) Pablo Picasso 
   Artista espanhol, destacou-se em diversas áreas das artes plásticas: pintura, escultura, artes gráficas e cerâmica. Picasso é considerado um dos mais importantes artistas plásticos do século XX. 
       Suas obras podem ser divididas em várias fases, de acordo com a valorização de certas cores. A fase Azul (1901-1904) foi o período onde predominou os tons de azul. Nesta fase, o artista dá uma atenção toda especial aos elementos marginalizados pela sociedade. Na Fase Rosa (1905-1907), predomina as cores rosa e vermelho, e suas obras ganham uma conotação lírica. Recebe influência do artista Cézanne e desenvolve o estilo artístico conhecido como cubismo. O marco inicial deste período é a obra Les Demoiselles d’Avignon (1907) , cuja característica principal é a decomposição da realidade humana. Na última fase de sua vida, aborda as seguintes temáticas: a alegria do circo, o teatro, as tradicionais touradas e muitas passagens marcadas pelo erotismo.
      Em 1937, no auge da Guerra Civil Espanhola ( 1936-1939), pinta seu mural mais conhecido: Guernica. Esta obra já pertence ao expressionismo e mostra a violência e o massacre sofridos pela população da cidade de Guernica.


              Pablo Picasso, Guernica, pintura a óleo, 1937,
      Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, Madrid, Espanha.

      c) Tarcila do Amaral
    Artista brasileira. Tarsila encontrava-se em Paris acompanhada do seu namorado Oswald. Conheceram o poeta franco suíço Blaise Cendrars, que apresentou toda a intelectualidade parisiense para eles. Foi então que ela estudou com o mestre cubista Fernand Léger e pintou em seu ateliê, a tela 'A Negra'. Léger ficou entusiasmado e até chamou os outros alunos para ver o quadro. A figura da Negra tinha muita ligação com sua infância, pois essas negras eram filhas de escravos que tomavam conta das crianças e, algumas vezes, serviam até de amas de leite. Com esta tela, Tarsila entrou para a estória da arte moderna brasileira. A artista estudou também com Lhote e Gleizes, outros mestres cubistas. Cendrars também apresentou a Tarsila pintores como Picasso, escultores como Brancusi, músicos como Stravinsky e Eric Satie. E ficou amiga dos brasileiros que estavam lá, como o compositor Villa Lobos, o pintor Di Cavalcanti, e os mecenas Paulo Prado e Olívia Guedes Penteado. 
        Em Minas que ela viu as cores que gostava desde sua infância, mas que seus mestres diziam que eram caipiras e ela não devia usar em seus quadros. 'Encontei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Mas depois vinguei-me da opressão, passando-as para as minhas telas: o azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante, ...' E essas cores tornaram-se a marca da sua obra, assim como a temática brasileira, com as paisagens rurais e urbanas do nosso país, além da nossa fauna, flora e folclore. Ela dizia que queria ser a pintora do Brasil. E esta fase da sua obra é chamada de Pau Brasil, e temos quadros maravilhosos como 'Carnaval em Madureira', 'Morro da Favela', 'EFCB', 'O Mamoeiro', 'São Paulo', 'O Pescador', dentre outros.
     Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de aniversário especial ao seu marido, Oswald de Andrade. Pintou o Abaporu. Quando Oswald viu, ficou impressionado e disse que era o melhor quadro que Tarsila já havia feito. Chamou o amigo e escritor Raul Bopp, que também achou o quadro maravilhoso. Eles acharam que parecia uma figura indígena, antropófaga, e Tarsila lembrou-se do dicionário Tupi Guarani de seu pai. Batizou-se o quadro de Abaporu, que significa homem que come carne humana, o antropófago. E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento Antropofágico. A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria deglutir, engolir, a cultura européia, que era a cultura vigente na época, e transformá-la em algo bem brasileiro. A artista contou que o Abaporu era uma imagem do seu inconsciente, e tinha a ver com as estórias de monstros que comiam gente que as negras contavam para ela em sua infância. 


   O Pescador, tem um colorido excepcional e trata de um tema bem brasileiro: um pescador num lago em meio a uma pequena vila com casinhas e vegetação típica. Este quadro foi exposto em Moscou, na Rússia em 1931 e foi comprado pelo governo russo.

 
2. Vanguardas Europeias. ~ Kátia dos Santos

a) Futurismo: 
O Futurismo por líder Marinetti (1876 – 1944), artista que dedicou a sua vida à produção e divulgação deste movimento vanguardista na literatura (influenciou quase todas as literaturas modernas), pintura, escultura, música, mecânica, etc. Foi o movimento artístico mais famoso, surgiu entre o Simbolismo e a Primeira Guerra Mundial. Sendo assim, a história futurista pode ser divida em três fases: a.1) 1905 – 1909: publicação do primeiro manifesto, que defendia o verso livre na composição poética; a.2) 1909 – 1914: período de publicação da maior parte dos manifestos futuristas, defendia o uso livre das palavras e da imaginação; a.3) 1919 – em diante: o futurismo virou um movimento de propagação do fascismo da e critica à burguesia liberal.
O ano mais importante para tal movimento é 1913, por: aderirem ao movimento artistas importantes, como Papini, Soffici, Whitman, Verhaeren, Zola, Gustave Kahn, Paul Adam, Apollinaire (líder do movimento Cubista), entre outros; ser um período em que os pintores futuristas fizeram mais exposições pela Europa e conseguiam admiradores de diferentes tipos de artes (poetas, outros pintores, músicos, críticos, etc.), gerando uma verdadeira revolução nas artes do século XIX (final) e XX (início). A base filosófica futurista tem por constituinte as ideias de Bergson: “Ao conhecimento da essência imutável do eterno, opunha o conhecimento de uma realidade criadora e em permanente movimento” (com adaptações).  
As características do Futurismo são: exaltação da vida moderna (inovações na tecnologia e nas relações sociais), culto à máquina e à velocidade, destruição das tradições, rompimento com a sintaxe clássica a qual dominava a expressão literária (defendia que as palavras deveriam ser compreendidas por analogia).
      A Itália foi o “palco” do futurismo, porque além de ser o país de morada de Marinetti, era o centro da civilização latina (cultuava o passado) e era contra isso que o Futurismo se opunha (ao divulgar o futuro em detrimento do passado, por isso se tornou efêmero, visto a constante renovação tecnológica no mundo). 
            b) Expressionismo:
O Expressionismo representa por meio da arte (visto esta ser a expressão máxima da personalidade humana, onde a espiritualidade supera o filtro da racionalidade), a subjetividade humana, os pensamentos e sentimentos mais intrínsecos com o intuito de encontrar salvação/paz (por isso ser relacionado ao Impressionismo – este se caracteriza pela manifestação da intuição; também possui identificação com o Futurismo, quanto à liberdade de criação, o Surrealismo e o Dadaísmo – ambos por defenderem o automatismo psíquico). A consequência foi uma verdadeira revolução cultural, pois não afetou somente as artes; mas, a política, a filosofia e a religião. A palavra que nomeia o movimento foi adotada pela literatura, por influenciar a criação poética, esta retratava temas como a inércia, o sentimento burguês e a fome utilizando de metáforas e palavras desorganizadas sintaticamente (comparação de como ocorre o fluxo de pensamento).
A realidade na obra expressionista é tratada como una: o artista não controla a expressividade de seus pensamentos quando está criando sua obra, sendo que esta passava a expressar a si mesma. Sendo uma maneira de contrapor o conceito de equilíbrio “clássico” (porque tal não é primitivo do ser humano, mas sim controlado pela razão), definindo um equilíbrio representativo, pois os sentidos se confundiam com o espírito na composição artística.
Muitos artistas – influenciados por Nietzsche e pelo decadentismo do fim do século – tratavam sobre o caos político, social e religioso de forma supranacional, apesar de os temas das artes serem relacionados com a realidade Alemã (eram contra o positivismo e o naturalismo). Sendo, então, dividido em três fases: Pré-expressinistas (Van Gogh, Cézanne, grupo Die Brücke, Julien-Auguste), Expressionismo (o movimento foi influenciado pela Primeira Guerra Mundial, as obras ficaram famosas por sua intensidade produtiva e preocupação metafísico-religiosa com a arte) e A República de Weimar (Hitler toma o governo da Alemanha e término do movimento).
c) Cubismo:
O Cubismo começou na pintura em 1909 (representavam a realidade por meio de estruturas geométricas desordenadas, que são organizadas pelo espectador; desta maneira o objeto poderia ser pintado sob todos os seus aspectos, ângulos, planos, etc.); e depois influenciou a literatura (a poesia dividia a realidade em planos superpostos e simultâneos), em 1917.
Os poetas assimilaram as técnicas da pintura e esta assimilou as ideias filosóficas e poéticas para compor suas telas. Apollinaire, o líder no movimento cubista, em seu artigo Méditations esthétiques, de 1913, incentivava a mescla das diferentes artes na obra. Apesar de que o artigo, em sua maior parte, refere-se à pintura, ele diz que os artistas possuem uma função social: descaracterizar a natureza, evitando a monotonia no olhar humano, para criar um caos; o qual será ordenado pelos poetas e pintores de acordo com a sua época.
A pintura cubista, conectada ao Construtivismo de Cézanne, tem como grandes representantes: Picasso, Braque, Delaunay, Picabia, Fernand Léger, Mondrian e Juan Gris. A poesia cubista tem como representantes: Max Jacob, Reverdy, Salmon, Cendrars; eles desenvolveram seu sistema poético de composição paralelamente ao Dadaísmo. O resultado disso foi que a poesia passou a ter características: linguagem, em sua maioria, nominal e caótica; ilógicas; humorísticas; antiintelectuais; instantaneísmo e simultaneidade.
d) Dadaísmo:
Tal movimento reuniu o Futurismo, o Expressionismo e o Cubismo; foi influenciado pela Primeira Guerra Mundial, a qual serviu para comprovar a visão dadaísta de desagregação literária; valorizavam o presente, e tendo aquele fato histórico como contexto, acreditava que a única coisa que restava ao artista é produzir uma antiarte, uma antiliteratura. É considerado um movimento internacional, porque surgiu em várias cidades europeias ao mesmo tempo; porém Zurique teve destaque, pois os dadaísta deste lugar eram desertores do exército alemão, e temiam que os alemães ganhassem a guerra.
Há muitas especulações a cerca da criação do nome Dadaísmo, Tristan Tzara (1896 – 1963) líder do movimento, diz que o importante é diferenciar o movimento dos outros “-ismos” vanguardistas. Muitos artistas, na época, ligavam o nome Dadaísmo ao “mundo” infantil, e isto é uma importante correlação; pois tal Vanguarda criticava a sociedade da época e comparavam-na com crianças (não havia razão guiando suas ações, e por isso a Europa estava um caos). A preocupação em tentar se definir rendeu um movimento bastante rico em manifestos; sendo considerado até radicalista (quanto a busca por uma renovação poética) apesar de não possuírem transcendência e dramatismo na escrita.
A composição artística desta pode ser caracterizada, esteticamente, pela: improvisação, desordem sintática e semântica (criavam muitas palavras novas, onde a significação dependia apenas do significante), dúvidas/questionamentos, predomínio da percepção artística, agnosticismo, desequilíbrio (contra o equilíbrio das ideias e sentimentos), irracionalismo (uso do automatismo psíquico, influência do Surrealismo, na composição), associação das palavras por metáforas, afastamento do público da interpretação da obra e ausência de rigor e unidade/coerência na mensagem. O movimento perdeu força em 1921, por causa da perseguição Surrealista. 
e) Surrealismo:
Considerado o último movimento vanguardista, surgiu em 1924 com o Manifeste du surréalisme de André Breton (1896 – 1970). Está bastante ligado ao Expressionismo, porque defende a independência humana da influência social (psicológica e cultural); e isso só é possível quando o ser humano conhece sua espiritualidade, sua essência, o que há de mais primitivo (usavam técnicas da magia e alquimia medieval); se libertando dos freios da lógica/razão.
Diferente das outras Vanguardas, o Surrealismo não trata da Primeira Guerra Mundial, mas está fortemente ligado à atividade revolucionária comunista. O que levou à divisão e diminuição dos seus componentes com a divisão do grupo de pesquisa em: comunistas e não-comunistas. Fortemente ligados à psicanálise de Freud, estudavam-no e faziam experiências com os sonhos (usando técnicas hipnóticas), usavam a pintura e a poesia para divulgar suas descobertas investigativas do inconsciente. A poesia, a partir de 1925, virou meio de agitação social, ao tratar de temas como: a conscientização política comunista e protestos contra as influências capitalistas e religiosas sobre a consciência humana (para criar seres humanos superiores eles deveriam estar libertos dessas influências). Por isso, repercutiu na maior parte das literaturas ocidentais do séc. XX, às vezes até tardiamente (caso de Portugal, aonde estas ideias só chegaram em 1947).
Michel Carrouges definiu o surrealismo como uma filosofia que busca dominar o “segredo do universo”, justamente por ligar a literatura à ciência em seu método de investigação do inconsciente humano.

3. Semana de Arte Moderna - 1922. ~ Kátia dos Santos




     A Semana de Arte Moderna  de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências européias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.Durante uma semana a cidade entrou em plena ebulição cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o conseqüente rompimento com o passado.
    O movimento modernista eclodiu em um contexto repleto de agitações políticas, sociais, econômicas e culturais. Em meio a este redemoinho histórico surgiram as vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e de disciplinas. A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, e a crítica não poupou esforços para destruir suas idéias, em plena vigência da República Velha, encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora que então dominava o cenário brasileiro. A elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e afrontada em suas preferências artísticas.
     A nova geração intelectual brasileira sentiu a necessidade de transformar os antigos conceitos do século XIX. Embora o principal centro de insatisfação estética seja, nesta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como o Futurismo, o Cubismo e o Expressionismo  começavam a influenciar os artistas brasileiros. Anita Malfatti trazia da Europa, em sua bagagem, experiências vanguardistas que marcaram intensamente o trabalho desta jovem, que em 1917 realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro. Este evento foi alvo de escândalo e de críticas ferozes de Monteiro Lobato, provocando assim o nascimento da Semana de Arte Moderna.
O catálogo da Semana apresenta nomes como os de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura. Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais. A música estava representada por autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.
     A mostra de Anita Malfatti, que desencadeou a Semana, apesar da violenta crítica recebida, reunir ao seu redor artistas dispostos a empreender uma luta pela renovação artística brasileira. Após a realização da Semana, alguns dos artistas mais importantes retornaram para a Europa, enfraquecendo o movimento, mas produtores artísticos como Tarsila do Amaral, grande pintora modernista, faziam o caminho inverso, enriquecendo as artes plásticas brasileiras. A Semana não foi tão importante no seu contexto temporal, mas o tempo a presenteou com um valor histórico e cultural talvez inimaginável naquela época. Não havia entre seus participantes uma coletânea de idéias comum a todos, por isso ela se dividiu em diversas tendências diferentes, todas pleiteando a mesma herança, entre elas o Movimento Pau-Brasil, o Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta, e o Movimento Antropofágico. Os principais meios de divulgação destes novos ideais eram a Revista Klaxon e a Revista de Antropofagia. O principal legado da Semana de Arte Moderna foi libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrões europeus, e dar início à construção de uma cultura essencialmente nacional.

4. Orações Reduzidas e Adjetivas.  ~ Dâmaris Bacon

   
     a) Orações Reduzidas
-  Caracterizadas por possuírem o verbo nas formas de gerúndio, particípio ou infinitivo, ou seja, nas suas formas nominais; 
-    Não são ligadas através de conectivos (ex.: que e se);  
- Para cada oração reduzida, tem-se uma desenvolvida correspondente. Para melhor identificarmos que tipo de oração reduzida temos, podemos desenvolvê-la. (Ser reduzida não quer dizer que é uma oração pequena, mas apenas que não possui um conectivo);
- Possuem as mesmas características sintáticas das orações subordinadas desenvolvidas.
-   Há três tipos de orações reduzidas:
a1. Reduzidas de Infinitivo
- É necessário gostar de frutas. (que se goste de frutas)
a2. Reduzidas de Gerúndio
- Gosto de crianças correndo pela casa. (que corram pela casa)
a3. Reduzidas de Particípio (voz passiva, valor de adjetivo)
- Temos apenas um carro comprado com muito sacrifício. (que compramos com muito sacrifício)

   b) Orações Subordinadas Adjetivas
- Sintáticamente não são necessárias, mas semânticamente podem ser:
b1. Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
- Ela é a mulher [que eu escolhi para esposa.] > Or. Sub. Adj. Restritiva
- O bolo [feito pela minha mãe] estava maravilhoso.> Or. Sub. Adj. Restr. Reduzida de Particípio
b2. Oração Subordinada Adjetiva Explicativa.
- O brasileiro, [que é considerado um povo tão feliz], paga altos impostos.> Or. Sub. Adj. Explicativa.
- Aquele é meu filho único, [amado por toda a família.]> Or. Sub. Adj. Expl. Reduzida de Particípio.

# Dica – Nas orações explicativas, dependendo da pontuação que se usa, há uma intenção diferente:
 , … , > informação a mais
 - … - > informação necessária
 ( … ) > a coisa mais importante do texto – essencial. 


5. Aniversários.  ~ Cláudia Teixeira


    A Nossa querida Supervisora Cláudia, juntamente com os alunos do PIBID, organizou uma lanche especial para essa sexta. Um bolo de aniversário, como direito a parabéns e homenagem, para as nossas aniversariantes CULT do mês. Eu, em nome de todas as professoras-em-formação - ou pibidianas - agradeço muito o carinho, reconhecimento e respeito de vocês. Obrigada, obrigada, obrigada.



 Bom Pessoal, chegamos ao final de mais uma aula, espero que tenham gostado da minah estreia no Blog. Estudem, perguntem e não esqueçam que estamos aqui para ajudá-los. 


~ Natalia Gouveia
#PibidLetrasCult

"A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida." - John Dewey
  
 







sexta-feira, 13 de abril de 2012

13/04- Uma Celebração Argumentativa!

Uma Aula de Celebração Argumentativa!
Tarciana mostrando como se argumenta!

E mais uma sexta-feira animada no C.E.02!! Não parecia sexta-feira 13 em nada!! Ou quase nada!! Acho que matamos vocês de tanto pensar, né? Mas pensar faz bem, então foi tudo tranquilo! Começamos a aula com a Camila e a Damares apresentando dois dos vários significados da Páscoa. Elas mostraram a Páscoa do ponto de vista dos Cristãos e do ponto de vista dos ateus e dos pagãos. A Dami começou falando que os cristãos relembram e comemoram a morte e a ressurreição de Cristo, pois é assim que o homem se livra da condenação do pecado e restabelece seu relacionamento com Deus. Para chegar a esse ponto, a Dami explicou a Páscoa judáica comemorada pelos Hebreus e o plano de salvação de Deus para o homem. A Camila tratou da Páscoa desde os primórdios e explicou os símbolos - o ovo e os coelhos- que a representam até hoje. A Camila falou inclusive sobre a Páscoa como "a passagem" que  a natureza faz e a representação dessa passagem na vida das pessoas. Quem quiser conversar mais sobre esse assunto, pode procurar as meninas no FB e deixar mensagens ou deixar perguntas/comentários no final desse post. 

Quando elas terminaram de falar sobre a Páscoa, nós conversamos sobre a importância de que todos participem politicamente da nossa sociedade. A Camila também liderou esse bloco da aula e usou como base para o debate a seguinte frase:




Também lemos o seguinte texto: 
O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.
Bertold Brecht - O Analfabeto Político 

Com o debate "pegando fogo" sobre os assuntos da semana, "puxamos a nossa aula" para o próximo tópico: A CARTA ARGUMENTATIVA com o tema: CARO LEITOR, CONCORDO/DISCORDO COM A GREVE DOS PROFESSORES PORQUE...  E como vocês já sabem como escrever uma carta, vou relembrar apenas o mais importante. 
1- Local e data ficam alinhados à direita. 
2- Na linha de baixo, alinhado à esquerda, o vocativo. (aqui vocês escreve: "CARO LEITOR,")
3- Sempre "converse" com o leitor da sua carta.
4- A carta é escrita em 1 pessoa. Sempre! E diga no 1 parágrafo "por que estou escrevendo e o que
quero com isso (+/- 3 linhas)?"
5- A diferença da carta argumentatica (essa) para a pessoal (aquela que você fez em março), são os
ARGUMENTOS. (Isso é lógico, né?) Aqui, você junta argumentos CONCORDANDO ou DISCORDANDO do assunto. Escolhe 3 de um lado só (OU VOCÊ CONCORDA OU DISCORDA) E escreve sobre eles em 3 parágrafos de 4 linhas! 
6- No último parágrafo (o de número 5), você conclui afirmando novamente por qual "motivo maior" você está desde lado do assunto em debate, no nosso caso, a greve dos professores. Conclua ratificando porque você concorda OU discorda com a greve!
7- Lembre-se que existem várias maneiras de argumentar:



Depois que explicamos tudo, fizemos e corrigimos os exercícios, os alunos-queridos começaram a escrever a carta argumentativa. Lembrem: vocês têm que entregar até sexta, para que possamos corrigir, devolver e vocês possam (re)escrever a segunda versão. Ou seja, a mesma carta que entregaram mas sem os "pequenos equívocos (não gostamos de chamar ERROS)" que cometeram! Ahhh, podem seguir os slides e o material extra que está no FB para facilitar na hora da escrita da carta. E não esqueçam de caprichar na letra.  

Ótima semana para todos vocês e não esqueçam de "curtir" a nossa página no FB e deixar um comentário aqui no BLOG, pois queremos saber: gostaram da aula??